quinta-feira, 21 de maio de 2009

AS COISAS DE SEMPRE E O SONHO

Certas músicas me fazem lembrar da minha cidade, na verdade, do meu passado não muito distante. Eu tinha tudo que precisava para ser feliz e não sabia. Meus gatos, meu quarto, minha casa, o cemitério não muito longe de casa, a pracinha... Era a minha cidade, eram minhas coisas, minha família, meu lar, meu lugar!

Aqui me sinto tão presa, tão mais longe de mim. Droga de cidade essa. Queria trancar um semestre para passar uns 6 meses na minha cidade.

Tive um sonho essa noite. Um sonho bacana até.

Andava na rua de cabeça baixa para que as pessoas não me reconhecessem. Isso não poderia acontecer, afinal, até então, todos deveriam pensar que eu estava morta. Era o que eu queria que pensassem, era o que eu acreditava que todos deveriam pensar. E elas realmente não me reconheciam, parecia que nem me viam. Era estranho, mas era a intenção que não soubessem que eu estava ali.

Cheguei, então, a um lugar grande, tipo um salão, na verdade um prédio dividido em vários salões. O local parecia meio abandonado, principalmente a partir da segunda sala, era mal iluminada, havia cadeiras velhas empilhadas, os vidros estavam sujos e quebrados. Havia muitas pessoas na primeira sala, que era mais bem conservada.

Eu me encaminhava para a sala seguinte. Vi uma amiga, a Carla, que me viu e foi ao meu encontro. Fui falar com ela, enquanto isso as pessoas começavam a ir embora e uma senhora passou por nós duas, dizendo que estava fechando o local. Só tive tempo de dizer à Carla que estava à espera de um alguém (que ela deveria saber quem era). Ela disse que tinha que ir porque estavam fechando o local, e eu disse que não se preocupasse, pois presa ela não ficaria. Ela me olhou e disse: “Não atravesso paredes como você!” e foi embora. Fiquei perplexa! Eu estava morta então?

Depois disso, continuei andando, era tão difícil entender aquilo. Quando vi “ele” no fundo do salão mal iluminado, corri ao seu encontro e nos abraçamos, como se não nos víssemos há um século, ou mais que isso, como se nos víssemos depois da minha morte, e na verdade era isso mesmo. Acho que não nos falamos, mas lembro que estávamos muito emocionados. Ele tinha que ir embora e eu, por que não sei, tinha que ficar. Porém, ele voltaria todos os dias para me ver.

Esse salão ficava dentro de um cemitério. Era difícil agir como morta, os sentimentos eram de vida, apesar de o mundo parecer bem menor e bem mais vazio. A solidão era mais fria enquanto esperava por ele. Enquanto esperava, vi alguém chegando, era um cara moribundo, fiquei com medo, pois ele vinha na minha direção. Ele parou no meu lado, onde deitou, tirou os sapatos e dormiu, então eu pensei “De que eu tenho medo? Estou morta e ele nem pode me ver!”.

Mas, algumas pessoas sabiam da minha presença. E queriam que eu saísse dali, como se eu fosse um espírito maligno que assombrava o local. Eu procurava um lugar bacana num prédio que ficava dentro do cemitério para receber minha visita. Quando percebi que pessoas cercavam o lugar. Havia um cara que liderava o grupo, eu passava por eles, mas não me viam. Ele, a pessoa por quem eu esperava tão ansiosamente, quando percebeu o que acontecia, tentou me proteger de tal perseguição, afinal, parecia que tinham encontrado algum jeito de me localizar.

(Os sonhos, geralmente não acontecem em sequências muito lógicas)
Agora, eu estava “materializada”. Eu e meu amado (sim, acho que éramos amantes, no sentido de nos amarmos) saltamos do segundo andar. Bem, eu já estava morta, ele morreu. Ficaram ali só nossos corpos, rodeados por aquela gente que chegara então à conclusão de que não havia almas penadas ali, mas, pessoas que por medo daquela agitação e perseguição, saltaram de uma janela e morreram. Enquanto aquelas pessoas sentiam culpa por causarem a morte de um casal, o casal observava de certa distância, aquela multidão perturbada, ela sorrindo e ele dizendo “Os enganamos, agora ficaremos em paz”! Duas almas que se amavam unidas pela morte.
Lembrei desta música, e eu não ouço essa música há tempos.

Don’t Fear the Reaper (cover) – HIM
Não Tema O Ceifeiro (A Morte)

Todos nossos tempos chegaram
Aqui mas agora eles se foram
Temporadas não temam o ceifeiro (a morte)
Nem o vento, o sol ou a chuva
Nós podemos ser como eles são

Venha baby... Não tema o ceifeiro (a morte)
Baby pegue minha mão... Não tema o ceifeiro (a morte)
Nós poderemos voar... Não tema o ceifeiro (a morte)
Baby eu sou seu homem...

O namoro já está feito
Aqui mas agora eles se foram
Romeu e Julieta
Estão juntos na eternidade
Romeu e Julieta

40.000 homens e mulheres todos os dias...
Como Romeu e Julieta
40.000 homens e mulheres todos os dias...
Redefinem a felicidade
Outros 40.000 vindo todos os dias...
Nós podemos ser como eles são

Venha baby... Não tema o ceifeiro (a morte)
Baby pegue minha mão... Não tema o ceifeiro (a morte)
Nós poderemos voar... Não tema o ceifeiro (a morte)
Baby eu sou seu homem...

O amor de dois é um só
Aqui mas agora eles se foram
Veio a última noite de tristeza
E era claro não podíamos prosseguir
Então as portas se abriram e o vento apareceu
As velas se apagaram e então desapareceram
As cortinas se balançaram e então ele apareceu
Dizendo não tenham medo

Venha baby.... E nós não temos medo
E nós corremos pra ele... Então começamos a voar
Nós olhamos pra trás e dissemos adeus
Nós nos tornamos como eles são
Nós pegamos sua mão
Nós nos tornamos como eles são

Venha baby... Não tema o ceifeiro (a morte)
Não tema o ceifeiro (a morte)
Nós nos tornamos como eles são...
Como Romeu e Julieta

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O RETORNO DO ESQUECIDO

Há alguns dias estava eu pensando no "E". Eu não sinta mais a falta dele. Antes me entristecia lembrar dele, agora não mais.
Ontem, estava eu no MSN, e ele entrou, e nesse exato momento também! Nem vou puxar assunto. rsrsrs
Mas, a Carla ontem... Eu mesma disse para ela não me virar as costas! Ela adicionou ele há um tempo, quando eu ainda ficava depre quando pensava nele. Ontem, quando ele entrou, ela falou com ele e disse que eu sentia a falta dele, que ele era o meu melhor amigo (e realmente ERA)... Isso já não é mais verdade.
Tudo bem que umas semanas atrás eu estava depre por causa dele, mas sabe aquele up que a pessoa doente tem antes de morrer, quando parece que vai melhorar e depois morre? (Aconteceu com um cachorrinho que eu tinha. Ele não comia, não bebia, nem levantava. Um dia eu botei comida e água para ele. Ele comei e bebeu e eu fiquei felicíssima, acreditando que ele iria melhorar. Mas, morreu no dia seguinte). Foi isso que aconteceu com a amizade que tinha por ele. Era o último fôlego, aquele antes de morrer.
No entanto, como o ser humano é um ser complexo... E o mundo dá voltas...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

SOBRE MEUS ATOS NOBRES

Dia 04 de maio fui ao Hemosc doar sangue e me cadastrar no REDOME, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (INCA; DoeMedula.com).

O REDOME é um banco de dados onde ficam os dados e HLA dos doadores. É necessário um grande número de doadores registrados para que os pacientes tenham chance de encontrar um doador compatível. Você pode representar a única possibilidade de cura para alguém. Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte. A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.

Resolvi doar depois de pensar muito durante o fim de semana, "se fosse alguém da minha família, algum amigo ou até mesmo eu?". Na segunda-feira de manhã, fui para a universidade fazer uma prova e depois fui direto para o Hemosc. Estava ficando com a consciência pesada de tanto adiar.

Quanto a minha fobia por agulha... Fiquei mais tempo na sala de doação do que as outras pessoas geralmente ficam. Fiquei uns 45 min. A doação em si é muito rápida, quando pensei que estava no meio do caminho, já tinha acabado, doei 410 ml. Fiquei meio tonta, o que é absolutamente normal, logo passa. Mas, cada vez que eu lembrava que ali, no meu braço, esteve uma agulha... ficava tontinha tontinha outra vez. Em setembro, quando vou encarar a agulha novamente, espero não ficar tão nervosa.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

AS COISAS DE SEMPRE

Não fiz a trilha. Ainda bem que choveu! Eu não queria ir mesmo! Não emagreci, pior, estou me sentindo muito maior. Devo ter engordado. Não tenho vontade de sair, e quando preciso... Não vejo nada nem ninguém, ignoro tudo a minha volta. Quanto a isso, não há de novo.

Na próxima semana não terei tempo nem para respirar. Tenho muita coisa para estudar. Deixei acumular conteúdo, faltei muito... Por falta de vontade de acompanhar as aulas mesmo. Só há uma entre as oito que faço que não tenho vontade de faltar, gosto do professor, inclusive tirei a nota máxima na prova da disciplina dele. Em compensação o trabalho em grupo dessa disciplina está uma #%$§@&.

As coisas na casa onde moram estão nada boas! Vão de mal a pior eu diria. As duas novas moradoras são simplesmente insuportáveis. Nunca vi uma delas ajudando na limpeza da casa. Além de não ajudar, atrapalham, e muito. Fazem maior sujeira na cozinha e quando tiram o prato da mesa fazem muito, falam alto até de madrugada e quando ficam em casa no fim de semana é um tormento. É aquele entra e sai do quarto, ficam transitando pela casa o tempo todo, música alta no quarto...

Outra coisa que vai de mal a pior é meu inglês. E tenho prova semana que vem, prova oral. Até entendo o que leio, mas, falar... Até aluguei um filme infantil (que tem linguagem mais fácil, eu acho) para tentar acompanhar as falas, desisti depois de 10 minutos.

Falando em inglês... Estava escutando Snakeskin, projeto musical do alemão Tilo Wolff. É muito bom! Não poderia ser diferente, vindo do gênio do Lacrimosa. Tenho pensado muito em música, queria fazer aulas de canto no próximo semestre. Mas acho que não rola. Sei que não vou correr atrás disso.