sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ESCRITO DOMINGO - 25/01

Deveriam ensinar vaidade às meninas desde cedo, ensinar a importância de serem inteligentes, para não sofrerem mais tarde, quando, talvez, for tarde demais.
Eu sou um monstro, uma visão do inferno. Nunca estive tão gorda quanto hoje. Eu que gostava tanto de minhas pernas, mal posso vê-las agora, tomadas por horrendas estrias vermelhas – que aparecem também no quadril e seios. Por que comecei com isso? Queria nunca mais sair desse quarto, queria que nunca mais amanhecesse. Feia e burra. Ser nada é muito para mim. Sou menos que nada. Não gosto de pessoas, com exceção do “E”.

Esse falta de vontade... Sonolência durante o dia e à noite: insônia.
No sábado não comi nada. Hoje não aguentei. Fui ao mercado. Quebrar NF já é horrível, encontrar alguém que não queria nesse dia, foi ainda pior. Quando voltava do mercado – uma baleia de regata branca e calça azul (ambos justos, afinal, eu engordei ainda mais), carregando sacolas de veneno e com o cabelo meio rebelde – vi um cara que conheci num chat. Ele passou por mim e olhei para ele que retribuiu, por isso acho que era ele. Não poderia ter me visto em pior dia. (Mas será que era ele mesmo?)

Às vezes fico me iludindo achando que o futuro pode ser bom. Imagino-me num escritório, uma grande líder, uma profissional de sucesso. Outras vezes, usando um vestido vermelho, curto, lindo, e saindo com um cara incrível que diz: “Feitos um pro outro, feitos pra durar...”. Então eu continuo: “Uma luz que não produz sombra”. E ele completa dizendo o clássico, mas verdadeiro: “Eu te amo.” Ou ainda, imagino-me mãe de um lindo guri de cinco anos, com olhos claros como os meus, ele sorrindo brincando com o cachorro.
Talvez seja mais verdadeiro me imaginar pulando de uma ponte, cortando os pulsos, tomando veneno, ou numa cama de hospital: parada cardíaca, os médicos tentando reanimar e o coração recusando-se a bater e depois, a notícia a família. Raquítica num caixão, vestindo preto e com uma rosa vermelha nas mãos, sendo velada ao som de Asleep do The Smiths. Depois do enterro, o mundo continua girando com o mesmo ritmo frenético, e jamais irá lembrar-se desta que passou sem nada deixar, no máximo pais decepcionados e o comentário de algum desconhecido: “Puxa! Tão jovem!”

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sem tempo e sem dinheiro para lan house, mas, muito para falar.
Obrigada pelos comentários.
Quando voltar a trabalhar, poderei usar o computador da secretaria, ai escrevo mais.
Agora, digo apenas que, nessa manha, quebrei NF de dois dias. Não sei o que acontece, não tenho mais a força de antes!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

VOLTANDO

Ontem, fui ao mercado com meus pais. Pedi para comprar Smirnoff. Meu pai fez cara feia e tipo: "Isso tem álcool!" Sinceramente, nem sei o que pensar. Tenho quase 19, o que ele pensa?
Minha avó esteve aqui em casa hoje com a esposa do meu tio. Minha mãe comentou: "Ontem eu e a Natasha tomamos Smirnoff, ela disse que de vez em quando compra lá (City), eu avisei ela, na família já tem alguns que gostam muito de beber (alcoolatras)." E eu disse a ela que tinha comprado duas vezes!
Caramba! O que eles pensam a meu respeito? Que sou uma criança, que não sei o que faço? Que não tenho responsabilidade? Não posso beber, não posso ir ao cinema para a sessão das 22h, nem ir ao centro de City sozinha, tem muita gente má sabe (com sarcasmo ¬¬)!
Minutos atrás, estava vendo numa página de classificados, quartos para alugar em City. Queria me mudar da casa onde moro, não gosto de lá. Tinha um anúncio que parecia bom. Uma casa bem mais perto da universidade, com um preço melhor, para dividir com um rapaz e uma guria. Mostrei para minha mãe:
M: _Tem um rapaz também?
N: _Sim. Qual o problema?
M: _Ainda pergunta?
Será que não posso me aproximar de rapazes?
Paciência, paciência.

Falando em rapazes... Conversei ontem, com cara no chat do Bol. Mora em City também. Tem 27 anos, gostos parecidos com os meus (pelo menos não são totalmente divergentes, tipo pagode e heavy metal), já formado pela mesma universidade na qual estudo... enfim, um cara interessante. Um cara interessante que me convidou para um cinema e... Desconversei, enrolei, e bloqueei ele no MSN. Acho que me esconderei eternamente.
E advinha em quem eu pensei? Com quem eu gostaria de conversar? Para quem eu queria "chorar" minhas mágoas? "E". Sempre ele.

Volto para City amanhã. Não sei se fico triste, se fico feliz... Acho que feliz mesmo. Começo NF assim que chegar.
Não falei com minhas "amigas" daqui. Melhor assim. Eu teria que me esforçar para ser simpática. Não há mais amizade. Seria muito chato. Sorrisos amarelos, constrangimento com a falta de assunto, pelo menos de assuntos interessantes. Fiquei aqui por um mês. Fui ao centro duas vezes (para ir ao banco e para levar o Manuel no veterinário), na casa de minha avó umas quatro vezes e uma vez na casa duma tia, na qual passo amanhã para me despedir (só porque meu pai quer). Os outros dias, passei em casa. Ontem, voltando para casa (fui ao banco), passamos no mercado, vi um ex-colega de colégio que trabalha lá, mas só vi de longe mesmo. Nem disse um oi, fiquei sem jeito de ir falar com ele. Estudamos juntos da pré-escola ao terceirão, com exceção do primeiro ano. É um carinha muito bacana, gente boa mesmo. Bom assunto para um próximo post.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Lendo uns posts antigos. Gosto de fazer isso às vezes.
Fiquei com sono, vou dormir. E é tarde também, 03h45min.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Tenho momentos de muita tristeza, momentos em que faço força até para respirar. Apesar disso, acredito que, na maior parte do tempo, tenho estado tranquila (pobre trema, eu não me conformo...), cabeça vazia, só um pouco de ansiedade, mas, sem desespero e, mesmo quando percebo 1 kg a mais e umas roupas a menos, sou tomada por um conformismo, fico triste mas aceito... Bem, dos males, é o menor. Resumo tudo isso numa palavra: indiferença. Já devo ter escrito isso. Mas, sempre fico intrigada quando penso nisso.

Segundo o calendário acadêmico, o resultado da matrícula sairia em fevereiro. O que não me impediu de tentar vê-lo hoje. E não é que já saiu! E para mim foi horrível! Não consegui vaga em três disciplinas! Que raiva! Agora é tentar no período do ajuste. Só me faltava essa mesmo!

E o tal (des)acordo ortográfico? Pobre trema, praticamente extinto. Tão útil que era. Eu sou uma das poucas pessoas que o usava, e gostava muito! E os acentos diferenciais então?! Que confusão! Somem uns, ficam outros e tem até opcional! Quanto ao hífen... Ouvi um professor dizer: "Palavras como reescrever, continuam como sempre foram." Depois, ouvi outro dizer: "Temos que nos acostumar a escrever re-escrever com hífen." Bem, gostando ou não, todos nós teremos que nos adaptar!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

LAMENTOS...

Sonhei com o "E" noite passada. Foi assim:
Eu estava com minha mãe quando meu pai disse que ia estacionar o carro na outra rua, naquela não havia vaga, e que eu e minha mãe tínhamos que atravessar a rua. Fomos andando, ai já apareceu minha prima e eu irmão. A rua não acabava mais, não era mais o centro, dos dois lados só terrenos baldios. Tipo, a caminhada até a outra rua já tinha virado uma aventura para encontrar minha casa por caminhos desconhecidos. De repente já estava na minha casa. E quem me esperava no sótão? (Detalhe: minha casa só tem sótão no sonho mesmo). O "E", e eu não consegui subir. Então, ele desceu. Quando o vi, estava falando com meu irmão (13 anos), que ria dele fazendo alguma insinuação e o "E" respondeu: "Ela é uma irmão para mim." Depois nos vimos e nos abraçamos. Ele estava de calça jeans azul, básica, camiseta toda branca e cabelo bem curto (que deve ser bem diferente do cabelo daquele emo), não lembro do rosto... Ah... Que abraço! Ah! Meu amigo! Como eu o amo! (Sinto vontade de chorar agora).

The Smiths - Asleep
(Estou escutando-a agora, repetidamente)

Cante pra eu dormir
Eu estou cansado e eu
Eu quero ir pra cama
Cante pra eu dormir
E então me deixe sozinho
Não tente me acordar de manhã
Pois eu terei ido
Não se sinta mal por mim
Eu quero que você saiba
No fundo do meu coração
Que eu realmente quero ir
Há um outro mundo
Há um mundo melhor
Bem, deve haver
Bem, deve haver
Adeus

Sabe o que eu senti no início da viajem para casa, dia 20 de dezembro? A certeza de que morreria naquele dia. Não, eu não passei por susto algum, eu vinha confortavelmente sentada na poltrona nº 04, perto da porta. Mas, senti que morreria naquele dia, antes de chegar a casa.
Você já sentiu isso? Se já sentiu, o que passou pela sua cabeça naquele momento?
Eu não fiquei desesperada, nem assustada com isso. Eu só lamentei por morrer sem ao menos ter vivido, e aproveitei a viajem ouvindo Dark Sanctuary.
Felizmente, eu estava enganada. Mas foi bom refletir naquele momento. Poucas vezes paro para pensar nisso, na minha vida - ou existência. Não lembro bem, mas, se pensei em alguém naquele momento, foi no "E". A última pessoa em quem eu teria pensado, se morresse naquele dia, seria nele. Queria viver daqui para frente, mas, há alguém no passado, e isso me deixa presa, e esse alguém... Não há necessidade de identificar, não é mesmo?
Nossa amizade, foi o que tive de mais bonito. Talvez eu esteja exagerando. Talvez não tenha sido tudo isso... Mas, tendo minha vida como referência... Foi sim, muito significativa e marcante, a nossa amizade. Afinal, por ele, eu chorei. Por quem mais eu chorei? Por mim, por meus pais... Se ele estivesse aqui, se eu o visse agora, eu choraria.
O fato é que eu não sei medir meus sentimentos!
Será que eu inventei esse amor? Ou ele existe realmente? Eu não sei! Eu não sei...
Sinto um cansaço, um nó na garganta. Falta-me o ar.
Poderia falar com ele agora, mas não consigo. Não é recíproco. Não quero que sinta culpa, que fique mal por mim. Não quero ser um problema, um peso...
Teria mais para escrever, se conseguisse fazê-lo...
Deixo o resto para outro dia.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Hoje uma tia minha veio a minha casa. Perguntou sobre minha vida em City, sobre namoros... Ela, como maioria das pessoas, não acredita que estas coisas não fazem e nunca fizeram parte da minha vida. Talvez porque sempre rio quando falo sobre isso... Ai parece que estou sendo irônica. Não há graça nisso, mas, acho que fico meio constrangida.
Fiquei em casa o dia todo, não passei da porta. Meus pais e meu irmão foram a casa de minha avó, nem vontade de ir até lá eu tenho.

sábado, 10 de janeiro de 2009

OUVINDO NIGHTWISH...

Swanheart, e bate aquela depre.
No MSN, falando - ou tentando um diálogo - com um cara que encontrei, digo, encontrou-me num site de relacionamento, paquera virtual - que me deixa ainda mais baixo-astral. É deprimente.
Vontade de ficar sozinha, na beira do mar com o vento batendo no rosto e ninguém num raio de 100 km...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Refletindo sobre o post de ontem...

Estava pensando em substituir o mousse de morango por Smirnoff Black, e Ice também. rsrsr Tomei no início de dezembro... e gostei! Sabe... Vou comprar cigarro. Na hora do aperto, da ansiedade, da compulsão... um cigarro para acalmar. Bem, é melhor que comer!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

As nóias de sempre

Fui ao centro da cidade por esses dias. Senti um frio na barriga, sei lá, não me senti muito bem. Não me sinto bem aqui, as lembranças das coisas que não vivi... Senti mais um frio na alma que na barriga.
Engordei mais um quilo! 71kg agora! Minha mãe fica me controlando, detesto isso, e piora tudo porque me sinto ainda pior.
Mal posso esperar pela volta à City. Quando chegar, vou fazer mousse de morango, é só o que vou comer quando chegar. E no outro dia começo um NF mais prolongado, já que não precisarei sair de casa - a não ser para ir ao banco.
Hoje eu estava falando com uma colega de causa no MSN, minha mãe chegou na sala e viu. Eu fechei na hora. Ai começa a ficar aquele climinha, ela não viu do que se tratava, mas, mesmo assim, fica com um pé atrás, principalmente porque estou morando longe, se bem que na hora ela nem falou nada. Mas, depois meu pai perguntou com quem estava falando, certamente por ter olhado a cara que ela fez, e eu disse que era uma colega de aula de City. Minha mãe acha que fechei só de chata mesmo, como quando falo de privacidade quando pego meu pai fuçando o celular dela ou vice-versa. No fim acho que está tudo numa boa.
Mesmo assim quero voltar de uma vez. Fica tudo melhor quando estamos longe.

Ai, estou com muita estria, na coxa principalmente, com esse engorda-emagrece de uma hora para outra né! O que mais eu poderia esperar?! Será que um dia eu consigo estabilizar meu peso? Espero que sim. Até o final de fevereiro quero e vou estar com no máximo 55kg.
Uns 17kg em 40 dias, acho que é possível. Não vou fazer como fazia antes: cinco dias de NF e dois de extravagância. Quando eu não conseguir ficar sem comer, tomo uma sopa, daquelas de 50 kcal, aquilo enche! Frutas também, mas nada de manga, a única fruta que estava comendo! E quando a vontade for de comer doce, um picolé diet de fruta. Desta vez, ou vai ou racha!

Talvez, eu só venha para casa novamente em julho, daqui a seis meses! Falta muito tempo para fazer planos! Espero já ter arranjado um emprego bacana. Vou sentir falta dos meus gatos (como já sentia), o Francisco dorme comigo!

Estou ouvindo Repetition do Information Society, descobri essa música não faz muito tempo, tipo uma semana. É linda! Baixei umas do Elvis Costello: This house is empty now, Alison, I want you, a conhecida She... lindas! E também You, do Vega4, aquela música do comercial do Serenata de Amor, da Garoto.

Agora vou dormir, putz, está calor pra caramba!

domingo, 4 de janeiro de 2009

É, isso aí

Mais um dia incrivelmente medíocre na super vida desta que vos escreve!
Acordei 12:40, almocei, lavei louça, assisti à TV... Agora vou dormir.

(Enchente na minha cidade! O rio subiu 4,5 metros. A "C" me ligou por isso. Bem, eu moro longinho do rio.)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Resuminho de 2008

Estava me sentindo gorda no início do ano. Engordei depois do vestibular e formatura.
Tudo ia mais ou menos quando, em 31/01, meu pai sofreu um acidente. Minha mãe foi para o ES, ficar com meu pai no hospital. Foram 19 dias internado. Ele voltou irreconhecível e numa cadeira de rodas. Não lembro do meu aniversário porque foi bem por esses dias. Aos poucos meu pai foi melhorando. Agora ele manca discretamente e não tem força na mão esquerda.
Minha mãe começou a trabalhar, e depois eu, por um mês.
Depois fui para City e continuei engordando. Daí em diante, passou tudo muito rápido. O semestre já acabou, estou em casa, e logo volto para mais um semestre.
Chorei pra valer duas vezes: quando recebi documentos dos meus pais (burocracia!), e quando meu prof me chamou de egoísta e disse que meu comportamento era destrutivo, porque eu não participei de uma dinâmica (é, eu não consigo interagir muito bem com pessoas!), mas, tudo bem, ele é assim com todo mundo e mesmo assim eu o admiro.
Comecei a trabalhar numa secretaria da universidade em Setembro. Ambiente agradável, pessoas agradáveis, nada que lembre a fábrica na qual trabalhei antes de me mudar.
Na faculdade, boas (medíocres) notas, e uma "amiga" que às vezes me irrita com sua infantilidade, superficialidade e sentimentalismo, e que, como a maioria das pessoas, só aceita ouvir o que gosta e é conveniente. Mas, ela tem bom coração.
Nenhum amor, só um platônico que dura há mais de um ano, por um certo "J". Ok! Eu balancei pelo "S", mas, foi idiotice, apenas fiquei encantada com seu jeito... meigo. "J" tem lugar cativo no meu coração. Ah! Ele está namorando.
Este foi 2008, que só não foi um fracasso total porque entrei para faculdade.