(Em breve mudo de cidade. Mal posso esperar! As aulas começam dia 04 de Agosto, pretendo chegar lá dia 27 ou 28 de Julho. Faltam dois meses! Só dois!)
Não sei se acredito em destino. Mas, pensado na minha vida... Tudo parece se encaixar. A
"D" se mudou para City em Fevereiro ou Março. Ela e o irmão estiveram aqui em casa em Janeiro. Quando eu soube que tinha passado no vestibular, coloquei uma faixa na frente de casa, eu não fazia muita questão, mas meus pais quiseram colocar. A mãe da "D"e do "S", dona "N" viu a faixa. A "D" estava procurando alguém para dividir aluguel. Estiveram duas vezes aqui, mas eu não estava, e eu nem fiquei sabendo. Este mês minha mãe começou a trabalhar com a dona mãe deles, e conversa vai, conversa vem...
_Você é a mãe da Natasha que vai estudar na Universidade "tal"?
_Sou.
_Meus filhos procuraram ela, eles estudam lá e queriam dar uma força para ela...
Sorte minha ter encontrado eles. Assim, não vou ficar perdida por lá.
Eu amo (ou amei) o "J", platonicamente, claro. Eu deveria querer muito encontrá-lo pessoalmente. Eu tive oportunidades. Poderia ter dito pelo menos um oi, mas...
Uma vez, eu estava indo para aula e vi ele na outra esquina, dobrei uma rua antes para não passar por ele.
Outra vez, eu estava também indo para aula, estava andando, ele saiu de uma lanchonete, e ia na minha frente. Eu andava mais rápido que ele. Poderia tê-lo alcançado, puxado um assunto, andaríamos juntos pelo menos uns 20min, ele estava indo para a faculdade, meu colégio ficava no caminho, mas, em vez disso, eu atravessei a rua e "fugi" (do que eu mais queria).
Há poucas semanas falei com ele pelo MSN (rapidamente, como sempre), ele comentou que me viu uma vez indo para aula, que andamos lado a lado, foi naquele dia, ele me viu. Se eu não tivesse atravessado a rua, se eu tivesse coragem de dizer oi, ele não teria sido estúpido ou indiferente, teria respondido, seria simpático, poderia ser o começo de uma história, de amor ou amizade, só o tempo diria.
"Certas coisas se perdem para sempre." Foi o que concluiu Maria (em
"Onze Minutos") quando perdeu a oportunidade de se aproximar de seu primeiro amor. Assim como eu, ela fugiu. O garoto mudou de cidade e ela nunca mais soube dele.
Eu não perdi as esperanças. Ele continua aqui, eu também, por dois meses continuarei aqui e, mesmo depois, virei para cá algumas vezes.
Talvez não fosse o momento certo. Como, talvez, tenha sido melhor que a "D" e o "S" tenham me encontrado só agora. Como foi melhor eu ter passado apenas para o segundo semestre. Como eu poderia mudar de cidade quando meu pai estava no hospital e minha mãe precisou de mim aqui?
Talvez, essa coisa de destino não seja bobagem. Ou talvez sim, seja tudo obra do acaso.