segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Não sou psicopata, nem egoísta

(Longo, mas diz muito sobre minha relação com o mundo)
Esse "egoísmo", eu o considero como algo absolutamente natural. O que ela (Carla) chama de egoísmo eu chamo de espírito de autopreservação. Há uma confusão de conceitos, egoísmo é outra coisa, é passar por cima dos outros para o próprio benefício, um ato egoísta é um ato consciente e proposital. Não posso aceitar que alguém não entenda isso. Se algo que eu tenha que fazer for me prejudicar eu não faço. Se o fato de eu não fazer acarretar dano a alguém eu me obrigo a fazer. Porém, se apenas deixar de fazer bem, não causando dano, deve-se analisar o que seria mais significativo: o mal que me faria ou o bem feito a outra pessoa. E o fato de eu não sair com ela não fez mal a ela, e se eu saísse não faria grande bem. Isso é autopreservação: um mínimo de amor próprio. E eu não nasci para ser Cristo.

"Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy
Cowboy fora da lei
Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui
Entrar pra historia é com vocês!"
Raul Seixas - Cowboy fora da lei

Eu não exijo que pessoa alguma se sacrifique por mim. Não peço mais do que as pessoas podem dar não sofrendo quaisquer consequências. Aliás, sequer gosto de pedir. Se alguém faz algo por mim, que não cobre depois, como fez Carla. "Não que eu esteja cobrando, mas lembra..." Lembro. Lembro também de não ter pedido, pelo contrário. "Você não precisa fazer." Fala (ela) como se pelos atos por ela praticados, eu tivesse a obrigação de dar retribuição. Mas eu não tenho, não assinei contrato. As pessoas não entendem que relacionamentos não são negócios segurados por contrato, só há "boa vontade".

Sábado eu não me senti bem e não quis "cumprir com minha palavra" e ir caminhar até o shopping. Eu não pude sair de casa (é uma força maior que eu), estava me sentindo... Mal, o mesmo de todas as vezes: aquele mal estar, medo do mundo, que vem repentinamente como cantou Renato Russo "vem de repente um anjo triste perto de mim". Não que eu quisesse atenção, citando ainda Renato Russo:

"É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa [...]
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim..."
Legião Urbana - A Via-Láctea

mas, ela foi incapaz de perguntar o que eu estava sentindo, e eu responderia "problemas complexos", ela apenas me julgou por "não cumprir a palavra", como se eu tivesse a intenção de fazê-lo, como se tivesse agido de má fé ou com descaso, por simples capricho. Eu não esperava preocupação, apenas que ela aceitasse o meu mal momento.

Apesar de prezar por minha liberdade, por vezes preciso de alguém para me sentir segura, apesar de que se não tiver, me viro bem. Sei que ela não precisa disso, minha companhia não era fundamental. Porém, ela não tem bom senso, aquele que tanto admiro. E eu não tenho paciência para explicar o que em minha opinião, e é o que eu espero, que as pessoas devem ter percepção da realidade, do que acontece a sua volta. Qualquer pessoa adulta deveria entender isso perfeitamente, saber olhar para o próximo é uma premissa para a vida em sociedade. Sei que às vezes essa falta de disposição para explicar meu ponto de vista pode dificultar o entendimento, a comunicação, mas o interesse tem que vir da pessoa. Mas, com a pouca experiência que tenho já pude perceber que as pessoas não gostam de ouvir, menos ainda quando há uma visão diferente, divergente ou quando a questão é descer do altar da sua ignorância e abrir a mente para novas ideias, para uma nova visão de mundo, mesmo que momentaneamente a fim de poder entender a visão do outro. As pessoas não gostam de problemas, de questionamentos, de discutir o porquê de pensar isso ou aquilo, não querem sair da zona de conforto, da área segura. Não gostam do trabalho de mudar a forma de pensar, isso dá trabalho. Sobre isso Bauman fala em seu livro "A arte da vida" que comecei a ler recentemente. Por falta de disposição de sair do lugar de conforto as pessoas toleram tão bem as religiões.

Acabo sempre sendo a Rainha do Gelo, a psicopata por simplesmente ser racional e compreensiva. Dizem que não me importo com coisa alguma. Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Minha vida pessoal, minha relação comigo mesma já é um caos, não vejo motivos para criar outros problemas. Prefiro encarar as pessoas e situações da maneira mais leve possível, preservando-me. Outras pessoas, como a Carla, exigem que as coisas não saiam da linha, do planejamento, não se preocupam com as pessoas, com o que realmente tem valor, mas se preocupam com regras e com formalidades, veem problemas em tudo.
"Ela não está bem para sair, ela estava disposta a ir comigo, mas não está bem. Tudo bem, isso não me prejudica."
"Ela não está bem, mas que se dane, ela deu a palavra. Se ela não ir não me prejudicará, mas isso não é importante, o que importa é que ela não cumpriu a palavra, ela não fez por mal ou por descaso, como falta de consideração, mas não importa."
Ou,
"Ela não está bem. Que me importa? O mundo gira ao redor de meu umbigo, o que importa é o compromisso que ela tinha comigo. Não interessa se isso faz bem ou mal a ela."
O problema é que é automático. As pessoas não pensam no por que agem de tal ou qual forma. As ações delas são baseadas em ideias como essas acima (neste caso específico), mesmo que, e provavelmente são, ideias inconscientes. Porque vendo escritas desta forma, parece-me bem claro qual é o pensamento mais correto. As pessoas sequer se questionam com base em que ideia agem. Eu sou racional, aceito os defeitos. Ao tentar entender uma pessoa, sigo a linha de pensamento dela, escuto com os ouvidos dela, vejo o mundo sob sua ótica e então as entendo, pode ser que não concorde, e é bem provável que não, mas pelo menos sei como ela pensa, quais as razões dela, quais seus valores e então tudo bem. E com tudo isso, dizem que EU não me importo. Se importar significa despender tempo para praticar o que acabei de citar, é despir-se de si mesmo por alguns instantes para vestir, ser, a outra pessoa e entendê-la. Então, isso é ser psicopata? Se for, sou uma, e das boas.

Cada vez acho mais improvável encontrar alguém que me compreenda e me aceite. Cada vez mais acho que não sou deste mundo. Será que neste planeta, com mais de 6.000.000.000 de pessoas, não há alguém que veja o mundo e sinta o mundo e as pessoas como eu?

sábado, 7 de novembro de 2009

Assunto: "B" outra vez

Ele confirmou. Vamos juntos ao tal evento. Falei com ele na Sexta à noite e ele disse que poderia comprar os ingressos, já que as cadeiras são numeradas e a intenção é sentarmos juntos. Ele perguntou onde comprava e tal e eu disse que tinha um ponto de venda no shopping tal. Eu sabia que só seria vendido a partir das 16hs e ele não. Ele disse que iria ao centro comprar umas coisas e aproveitaria para comprar os ingressos, fez referencia a ir pela manhã. Na hora nem me toquei. No sábado fez um sol desgraçado e por acaso eu comecei a pensar na conversa que tive com ele e ai é que fui me tocar. Pobrezinho, foi a pé até o shopping com aquele "solzinho" para não comprar os ingressos. Fiquei me sentindo culpada. Depois, falei com ele as 15hs e tanto. Não tive coragem de dizer que sabia que só estariam a venda após as 16hs. Ele teve que ir até lá de novo. Que falha a minha! Pelo menos está tudo certo agora, agora, porque no dia... É muito estranho conhecer pessoas assim. Não fazemos coisas em comum. Espero que ele seja prolixo já que sou lacônica.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Assunto: "B"

Bem, por onde começar?
Falei com ele (tenho falado com ele vez ou outra via MSN) semana passada e comentei que estava pensando em ir a um evento de música clássica e ele se convidou para ir comigo, que é diferente de me convidar para ir com ele. Ele ainda não deu certeza se vai ou não, está com a agenda meio cheia. A Carla convidou ele para o cinema um tempo atrás. No domingo, ela falou com ele e disse que precisava estudar matemática, ele pegou o gancho e disse que ela precisava ir ao cinema com ele (afinal ela tinha convidado e ele aceitado, só foi acertada uma data). Ela me disse que achava que ele estava sendo "agente duplo" e aí começou o drama. Ela pergunta para ele onde ele queria chegar. Assustou ele pobrezinho. Ele disse que estava de boa, só amizade, conhecendo pessoas. Do jeito que ela falava parecia mesmo jogo duplo, mas não estava não estava não. Ele disse precisava pegando o gancho por ela dizer que precisava estudar matemática. E eu preocupada, testando ele! Pobre "B". Não sei com que ideia ele ficou dela, mas acho que quanto a mim está tudo bem.
Eu confesso que tive um pinguinho de segundas intenções, mas estou de boa. Quero conhecê-lo, ele parece um cara muito bacana. Uma amizade vai bem, estou de boa mesmo, vou com ele ao evento, se ele for, como se fosse com outra pessoa qualquer.
Só não sei se vou ficar tão de boa quando estiver com ele, porque vamos sair só eu e ele, e pessoalmente só nos falamos uma vez por dois minutos. Eu ficaria assim com qualquer pessoa que eu não conhecesse bem. Hoje eu vi ele, passou por mim, não sei se me viu. Quando o vi, meu coração quase rasgou o peito e pulou para fora, sério, doeu. Não sei por que fiquei tão nervosa. Situação nova, por isso.
Ele é uma graça. Não estou planejando nada. Não posso conhecer ele já dando um destino para nossa "relação". Não estou conseguindo ser clara. É que a Carla por exemplo, quando conhece uma pessoa já dá um destino a ela. Tipo, vou conhecer para ser amigo, ou caso. Fazer isso, para mim é conspiração. E a empolgação dela às vezes me irrita, ela está planejando meu casamento já. É difícil entender que não sou como ela.
Ah! Comecei NF hoje.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fim de semana em casa

Foi tranquilo, eu fiz quase nada, só um trabalho da faculdade e as visitas aos parentes. Segunda fui quase obrigada a consumir. Saí com minha mãe para fazer umas compras. É um saco comprar roupas, ainda mais quando você tem que pedir manequim 42.
Não comecei NF e já é quinta feira.
Estou num período de reflexão. Tive uma aula legal hoje, sobre Responsabilidade sócio-ambiental. Me faz pesar muito, acho que o mundo precisa de pessoas que pensam como em lugares em que se possa fazer a diferença, à frente de grandes corporações por exemplo, porque as empresas é que movem o mundo, afinal, quem paga os impostos? Ah, o trabalhador, mas quem dá o emprego para que ele possa pagar os impostos? Mundo capitalista, é isso aí. Na aula passada eu disse à professora que me sentia como uma borboleta num aquário na Adm por eu ser assim meio contra-consumo. Ela disse que o mercado precisa de pessoas como eu e ela, pessoas que pensam diferente, que queiram não "apagar os incêndios", mas mudar todo o processo. Eu me sinto meio que na obrigação de fazer alguma coisa para mudar o mundo , porque eu penso diferente. A ideia de fazer Adm e Eng. Química me parece ótima. Eu não posso me omitir.
Vou começar NF quando passarem esses "dias felizes", quando acabarem as cólicas, o inchaço, as dores nas pernas...
Saindo da aula, perdi o ônibus e fui para outro ponto pegar outra linha. Do outro lado da rua estava acontecendo uma pequena confraternização entre uns alunos formandos, coisa informal no estacionamento da universidade. Fiquei me sentindo tão mal. Eu já estava deprê, vendo aquilo fiquei mais ainda. A música era eletrônica, as meio triste (para mim). Bem, pelo menos o ônibus passou logo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ontem, assim como hoje, almocei no RU. Quando estava quase saindo (ontem), vi o "B" entrar. Ele é tão gracinha. Eu é que sou um nada.
Nunca serei boa o suficiente. Eu queria me atirar de uma ponte (queria mesmo). Queria mandar umas pessoas para a PQP, algumas pessoas que às vezes me irritam por gostarem tanto de se enganar, por acharem tão difícil me entender, por simplesmente não aceitar o que realmente sou e de certa forma me obrigar a mentir, ser outra pessoa. Como é horrível não poder dizer o que pensa, ter que medir as palavras.
Vontade de morrer eu tenho, mas não posso deixar as coisas pela metade, por orgulho, não sei. Devo estar com uma tonelada e meia e com muitas espinhas horrendas no rosto. Imagino as pessoas me vendo assim no caixão. Acho que antes de morrer vou deixar bem claro que meu caixão deve permanecer fechado, não quero meu cadáver exposto.
Que vontade de retalhar minha pele.
Preciso estar bem até 15 de Novembro quando vou assistir a uma ópera. Não dá mais para sair desse jeito.
Fui mal, muito mal na prova que fiz ontem, mas ok, eu recupero. E amanhã, eu tenho aula dessa disciplina, e é bem provável que eu falte porque vou tomar Dulcolax. Fiz, hoje, uma prova com aquele professor que me perseguia. Enquanto meu grupo tirou 80 no seminário, eu fiquei com 50, e sobre a prova de hoje... Sem comentários.
Eu não estou aguentando mais, o desconforto é imensurável e o calor piora tudo. Estou me sentindo uma vaca prenha.
Mal posso esperar para ir para casa, e voltar de uma vez. Vou sexta (23) e volto segunda (26).
Hoje, chegui a casa com uma vontade louca de cortar os cabelos. Cortei uns 15 ou 20 cm. Às vezes tenho disso, vontade de me machucar, de cortar o cabelo, sei lá, coisas de gente louca.

domingo, 18 de outubro de 2009

O dia do concurso

Fui dormir às 03h e acordei às 04h30min. Rua deserta, eu e Carla no ponto de ônibus. Uns caras passaram de carro e gritaram alguma coisa que não compreendemos, dobraram na próxima rua e escutamos uma freada. Sentimos um frio na espinha ao pensar na possibilidade de eles voltarem, mas isso não aconteceu. Estava preocupada com o fato de não conhecer o local. Quando entrei no ônibus e percebi que 9 a cada 10 pessoas que entravam perguntavam sobre o local, fiquei tranquila, era só seguir o fluxo.
Cheguei no local da prova às 06h45min. (Detalhe: ontem à noite eu tomei furosemida, não sei se foi por causa disso, mas eu nunca fui tantas vezes ao banheiro na minha vida. Na bula diz que o efeito se dá 60 minutos depois de tomar o remédio, mas acho que não diz quanto tempo dura esse efeito.) Eu estava com uma P vontade de usar o banheiro, mas a entrada só seria liberada às 07h. Eu não estava mais aguentado, estava sentindo dor na bexiga e já estava até suando frio. Quando aquele portão abriu e eu pude usar o banheiro, ah, foi o momento mais feliz da minha vida.
Cheguei a casa morta de cansaço. Comi, tomei banho e dormi.
Quanto a prova não era muito difícil, fora a parte de legislação (eu não estudei), o resto estava mais tranquilo. Bem, na minha opinião, há várias questões mal formuladas, inclusive com mais de uma resposta na parte de administração. Eu estudo administração, e realmente, algumas questões estão muito mal formuladas. Vou, na verdade, a Carla vai mostrar essas questões para um professor da ADM para ver o que ele acha, se ele concordar conosco, vamos contestar essas questões.
Estou me sentindo muito, um tanto carente. Ouvindo Coldplay, meio sensível. Mas, eu sei o que é isso, carência pré-TPM. Às vezes é chato ser mulher, tudo depende dos hormônios.
Agora são 22h30min e vou estudar para a prova de amanhã.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Hoje falei o "DP", o engenheiro civil que me deu algumas dicas sobre engenharia. Ele falou sobre a Elétrica e eu acabei decidindo fazer Eng. Química. Já fiz a inscrição.
Ontem à noite eu conversei com o "B" pelo MSN. A conversa foi fria, nada de mais. Ele perguntou se eu morava perto da universidade. Eu disse que ficava uns 25 minutos a pé. Então, ele perguntou se ia a pé para a universidade e eu disse que não. Ele teve a infeliz ideia de dizer que eu deveria caminhar, fazer atividade física. Não foi por mal eu acho, mas me destruiu.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

As inscrições para o vestibular foram prorrogadas, logo, mais tempo para decidir.
Falei com um engenheiro civil ontem. Ele me deu algumas dicas que me fizeram pensar. Falou sobre algumas engenharias e... Caramba! Não era para dar tanto estresse. Eu queria fazer o vestibular só para ver no ia dar, sem muita expectativa.
Tive um sonho bizarro hoje. Eu estava numa sala, jogada no sofá e pensando no vestibular quando chegou uma menina obesa (tipo 120 kg). Ela ficou tagarelando do meu lado. Era meio minha amiga. Então, alguém entra na sala e entrega uma torta a ela. Ela fica felicíssima. Era presente de um cara que estava a fim dela (ele não mandou flores, mandou uma torta!). Eu não me conformava. Como alguém "normal" poderia estar a fim de uma elefanta? Enquanto pensava nisso, o telefone toca, ela atende e passa para mim. Era o "B". Ele queria falar alguma com relação ao vestibular. Eu peguei o telefone, mas fiquei muda, eu pensava e não falava. Estava bloqueada, paralisada, nada é nada. Depois de desligar o telefone fiquei pensando em como podia ter feito aquilo e então eu tentava ligar para ele, mas não conseguia.
Depois, sonhei com minha escola, com um colega da quinta série e com a casa da minha avó. Um sonho sem lógica.
Hoje eu cheguei à aula "só" trinta minutos atrasada. Depois, quase fui para o RU com a Carla, mas quando ela disse que iria almoçar com um carinha eu desisti, não estava a fim de conhecer gente nova.
Eu iria a um concerto na sexta, mas não estou com vontade de sair nessa semana. Vir para a universidade já está difícil. Vou fazer um concurso no domingo, estou arrependida de ter feito a inscrição. Na segunda tenho uma prova importante. Agora, vou tentar estudar para a tal prova.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A refém

Tomei Dulcolax ontem à tarde e não fez efeito. Acabei tomando mais 4 comprimidos à noite e por isso não pude ir para a universidade hoje de manhã. Refém do Dulcolax.
Essa semana ainda compro Lasix, diurético. Ando me sentindo muito inchada.
Ainda não decidi qual engenharia fazer. A que mais e agrada é a da minha cidade, mas eu não posso voltar. Voltar atrasaria minha vida. Aposto que não tem curso extra curricular de línguas, canto, teatro. A cidade não tem cinema, não tem restaurante vegetariano. Não tenho lá amiguinhas para fazer sessão cinema em casa, não tem "B". Não tem trilhas legais para fazer como aqui. Não tem orquestra sinfônica. Lá tem meus pais, minha família, pessoas que conviveram comigo por um tempo razoável, tem os vizinhos, ex-colegas de colégio. Não posso voltar, não mesmo.
Pensando bem, Eng. Sanitária e Ambiental não parece tão ruim, nem a de Alimentos ou a Eng. Química ou as de Produção... Até Administração é melhor.

Não vou ao médico nessa semana, vou começar NF amanhã, não vou sair sexta. Se tivesse Dulcolax em casa acho que tomaria.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Amanhã, será?

Acabei de tomar Dulcolax. Não comecei o NF na quarta-feira da semana passada como deveria ter feito, nem vou ao médico essa semana. Começo NF amanhã. Não vou fazer planos, só deixar acontecer. Não estudei o que devia, mas ainda há tempo, são apenas 16 horas.
Amanhã preciso decidir para qual curso presto vestibular. Acabei comentando com minha mãe sobre a minha vontade de cursar alguma engenharia não disse que vou fazer vestibular, mas mesmo assim acho que não devia ter falado.
Estou com dor de cabeça e com enjôo (e vontade de comer goiabada).
Sonhei que estava num quarto com um cara. Nada tínhamos um com o outro, mas não sei por qual motivo iríamos dormir ali, os dois numa mesma cama (de solteiro ainda). Eu deitava com os pés para um lado e ele para o outro. Ele me chamava de gorda, dizia que eu estava horrível. Depois eu estava andando descalça na rua e de repente eu estava apenas enrolada numa toalha e tentava desesperadamente chegar a casa, mas não conseguia andar em direção a minha casa, foi angustiante.