sábado, 5 de dezembro de 2009

Dia de "bebemorar"

Enfim chegou o último dia do semestre. Fiz, ainda há pouco, a prova de recuperação, senti-me humilhada, desmoralizada fazendo uma prova de rec, mas eu sobrevivi. Só sei que nunca mais vou esquecer de analisar se um experimento é uni ou bilateral.
Hoje vou me candidatar a uma vaga para um curso gratuito de violino, depois vou para minha última tarde de estágio neste semestre. E ai sim acaba o semestre e vamos fechá-lo (eu "D" e Carla) num barzinho. Vamos bebemorar!
Gostaria de falar com o "B", mas ele não aparece no MSN, e quando entra eu estou assistindo ao Sobrenatural.
Já fiz planos até o dia 11/12, o dia do concerto (vou com "B"):
  • 6ª-feira: pode comer, vai beber, voltar de madrugada e continuar a beber em casa;
  • Sábado: talvez continue bebendo, vai dormir paca, vai caminhar 16 km à noite e quando chegar vai tomar sal amargo e chá de Sene;
  • Domingo: vai dormir muito (com Dramin), tomar muita água, NF e 16 km;
  • 2ª-feira: vai faz faxina no quarto, beber muita água, NF, 16 km;
  • 3ª-feira: vai ao shopping e talvez aproveitar para pegar um cineminha, beber muita água, NF, leitura;
  • 4ª-feira: 16 km, NF, muita água, muita leitura;
  • 5ª-feira: o mesmo de quarta e passar no mercado para comprar lasanha;
  • 6ª-feira: comer a lasanha e vomitar, depois comer algo não muito calórico (até 12h), às 12h tomar Furosemida, sair com o "B" à noite;
  • Sábado: o mesmo que o domingo...
E a vida vai seguindo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lovely Day

Estou aqui me enchendo de pomada. São umas 25 picadas de mosquito no corpo todo. como é triste ser alérgica.
Fiquei de recuperação em uma disciplina, a prova é amanhã e eu não sei coisa alguma do conteúdo, não sei se sobrevivo a uma reprovação.
Sonhei com o "B" essa noite. Está virando doença, amor platônico, como nas outras vezes. Platônico porque mesmo que eu esteja próxima dele e até já tenha saído com ele uma vez, não há fundamento para qualquer sentimento agora.
Sonhei que ele me evitava e depois eu via ele com uma guria. Eu temo ser rejeitada mais que ficar sozinha.
Nessa semana só um dia de NF. Hoje ainda não comi, as tenho muitas horas pela frente e uma prova amanhã, para a qual ainda não comecei a estudar. Vou estudar de madrugada também.
Amanhã à noite vou sair com as gurias. Vamos para um barzinho com música ao vivo e tal. Vamos beber, começar no barzinho e terminar em casa.
Eu preciso entrar naquela calça até sexta. Queria ficar de NF até a próxima sexta. Não vou conseguir.
Que vontade de explodir.

Ayria - Lovely Day (tradução)

Estou escutando essa música por horas
E minha cabeça dói mas não me impede
Continua repetindo e agora meus olhos ardem
Eles ficaram vermelhos
E eu fiz isso comigo
Eu deveria sair
Mas não há lugar para ir numa terça a noite
Esse sentimento inquieto
Que não há cura
Então eu espero

É um dia adorável
Para nunca mais sentir assim
E será que irei encontrar
Alguém que entenda minha mente?
Eu acho que não
É um mar de rostos e olhares vagos
E eles jamais estarão aqui novamente

Eu tenho seu número
Mas não vou ligar
Eu temo ser rejeitada mais que ficar sozinha
Estou quase enjoada
Talvez estou morrendo?
Super dramática, mas é o que acontece
Quando você tem muito tempo para pensar no fim
As luzes estão embassadas agora
E os carros passam por mim em uma rua movimentada
Que não conheço

É um dia adorável
Para nunca mais sentir assim
E será que irei encontrar
Alguém que entenda minha mente?
Eu acho que não
É um mar de rostos e olhares vagos
E eles jamais estarão aqui novamente

Eu esperarei você me encontrar
Mas sei que jamais o fará
Eu procurarei você para me salvar
Mas sei que jamais o fará
Eu tentarei reconquistar paixão
Mas estou indecisa
Tentarei superar isso
Mas estou desanimada novamente

Dia adorável
Sentir deste jeito
Lugar adorável
Nunca mais sentir assim
____________________________________________________
Ayria - Lovely Day

I've been listening to this song for hours
And my head aches but that doesn't stop me
It keeps repeating and now my eyes burn
They have turned red
And I do this to myself
I should get out
But there is nowhere to go on a Tuesday night
This restless feeling
There is no cure for
So I wait

It's a lovely day
To never feel this way again
And will I ever find
Someone who understands my mind?
I don't think so
It's just a sea of faces and vacant stares
And they will never be in this place again

I have your number
But I won't call it
I fear rejection more than being alone
I'm almost nauseous
Maybe I'm dying?
Over dramatic, but that's what happens
When you have too much time to think about the end
The lights look blurry now
And the cars pass by me on an energetic street
That I have no part of

It's a lovely day
To never feel this way again
And will I ever find
Someone who understands my mind?
I don't think so
It's just a sea of faces and vacant stares
And they will never be in this place again

I will wait for you to find me
But I know you never will
I will seek to you to save me
But I know you never will
I will try to regain passion
But I'm faltering
I will try to overcome this
But I'm overwhelmed again

Lovely day
Feel this way
Lovely place
Never feel this way

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A surpresa de sexta

Dia 27 eu fiquei P da vida quando falei com o "B"por MSN e ele me deu um suposto corte. Depois ele disse que estava ocupado e tal. Eu havia perguntado se ele irá a um evento X.

B: Você falou do concerto, vou ver se vou sim. Sabe se já tem para vender?
Nat: Já, pelo menos falaram ontem.
B: Você vai?
Nat: Vou
B: Eu vou também, quando pretende comprar ingresso? Ops, primeiro: já tem companhia?
Nat: Bem, não ainda.
Nat: Segunda acho que eu compro.
B: Bem, vou te fazer companhia então se tu não te importas.
Nat: Então vamos juntos.

Enfim, parece que eu estava me convidando sabe, não era minha intenção, pelo menos não deveria ser. Só estava puxando assunto, e pagando pra ver também, confesso. Mas parece muito que eu me convidei. Mas ele pareceu interessado também, sei lá. Só sei que estou com a consciência pesada, medo de ser mal interpretada. Se bem que outra vez que eu falei sobre um evento eu já tinha companhia, espero que ele lembre disso. Então está tudo OK.
Comprei, ainda há pouco, os ingressos para o tal evento. Hoje, debaixo de um sol desgraçado, fui eu comprar os ingressos para me redimir. Foi ele quem comprou os ingressos para o outro evento que fomos juntos . Eu falei para ele do local de venda e tal, só esqueci de falar que só seriam vendidos após as 16h, e ele foi de manhã, com sol tão terrível quanto o de hoje e teve que voltar depois, à tarde.
Fiz NF ontem e até agora, 17h, não comi nada. Mas não sei não, meu estômago está doendo de fome.
Outra coisa que me preocupa é meu saldo bancário. Eu gastei horrores nesse mês. Acho que gastei mais de 500 reais em bobagens, futilidades.

A surpresa
No mesmo dia à tarde, estava eu no meu estágio com o MSN aberto e ELE falou comigo. Eu fiquei paralisada, demorei pelo menos 3 segundos para responder. Eu não pude acreditar no que vi, depois de tanto tempo "E" falou comigo. Fiquei feliz, óbvio. Até pensei: o "B", a Carla e outra colega minha de aniversário nesta semana e eu ganho o maior presente. Espero que não acabe logo, que eu possa aproveitar um pouquinho da maior amizade da minha vida, da pessoa que mais amo neste mundinho. Não falei com ele ainda depois daquela tarde de sexta, mas pretendo.
Parece que ele adivinhou. Estou num momento diferente da minha vida e quero, e preciso, compartilhar com alguém que não pode ser outra senão ele, a única pessoa com quem posso ter "inexplicável conforto de me sentir segura podendo confiar nele sem ter que pesar os pensamentos, nem medir as palavras, simplesmente podendo dizer tudo, na forma como as palavras vêm, com o joio e com o trigo junto, na certeza de que sua mão hábil vai separá-los, mantendo aquilo que é bom e, com um sopro suave, vai deixar o resto ir com o vento" (George Eliot - adaptado). Eu queria muito que nossa amizade voltasse ao que era no início, mas fico feliz de saber que pelo menos ele também não esqueceu.
"E" disse sobre "B": "... se ele não vier pra cima ele veio da Inglaterra no século XVI, numa máquina do tempo." (Esteja enganado querido "E"...)
Nem vou pensar nisso, aliás, é esta a ideia: não pensar, só deixar as coisas acontecerem interferindo o mínimo necessário. Não quero coisa nenhuma por enquanto, não tenho dados suficientes para para defender H0 ou H1 (H0 = não há interesse, H1 = há interesse) a intenção é conhecer. Daqui um tempo serão três possibilidades: (1) querer distância, (2) querer amizade e (3) querer mais que amizade. Simples assim. A probabilidade de ambos saírem satisfeitos é de 50% - caso a minha estatística esteja correta :-)

Obs.: Eu comi e tomei Dulcolax.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sobre a briguinha com a Carla

Veio a Carla discutir a relação. Eu não dependo das pessoas, quer dizer, para mim elas são dispensáveis, eu me viro sem elas. Ela estar "de mal" comigo, para mim, não fazia diferença. Não sei se realmente não sinto ou se me fecho para me proteger, instinto de auto preservação. Enfim, ela veio me procurar, ela precisa da minha amizade, sou a miga mais próxima dela aqui.
Ela é egocêntrica, pensa que tudo que as pessoas fazem tem a ver com ela. Ela gosta de parecer Cristo e se sacrificar pelos outros. No fundo, ela se sente tão merda e o fato de se sacrificar pelos outros é uma forma de é uma forma de ela se sentir melhor. Ou então, ela se sente realmente um ser iluminado, superior e precisa fazer o bem. Mas ela nunca vai admitir, isso é até inconsciente. E até essa constante posição de defesa dela é resultado do seu superego, acha que é tão tudo que todos se interessam por ela, ela é tão mais ruim do que ela admite que pensa que todos tem más intenções. Esse é o meu diagnóstico.
Sou um pouco mais lúcida, sei qual a minha intenção por trás do que faço. Pelo menos eu me questiono, eu tento e conhecer. Tenho uma noçãozinha de quem sou eu.

Tenho vomitado bastante nessa semana. Hoje, fiz uma prova. Não estudei e me ferrei. Mas na próxima eu tiro 100 (preciso disso para passar). Está fácil ¬¬ .

sábado, 21 de novembro de 2009

O "B" falou com ela

Eu fui ver uma kitnet hoje de manhã, caminhei bastante. Não é desta vez que saio daqui. Quando cheguei fui lavar roupa e arrumar o quarto. Cansei e acabei dormindo à tarde. Acabei não conseguindo dormir cedo. Entrei no MSN e o “B” falou comigo, ele estava falando com a Carla. Sabe, eu não gostei disso. Tenho medo de ele preferir ela, tenho medo de ser menos que ela. Fazia um bom tempo que ele não falava com ela, na verdade eles se falaram poucas vezes, e agora ele fala com ela de novo. Isso não é bom, me afeta, me deixa com medo, baixo astral. E nós vamos vê-lo quinta, tem um concerto ao qual vamos, eu com a Carla e a “D” e ele com os amigos dele. Mas vamos acabar nos encontrando por lá e eu não vou me sentir bem com a Carla por perto, então ele vai notar a diferença e não sei o que ele vai pensar. E pensar nisso me desespera ainda mais. Ele não vai gostar de mim, rejeição. E se ele gostar dela... Nem sei.
Sono. Vou dormir.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Placar 11x6

Acabei de fazer uma prova de matemática. Acho que minha nota vai ser injusta. Eu comecei a freqüentar as aulas uma aula antes da primeira prova e por isso só consegui 60 nessa prova, enquanto nas outras e tirei 100. Eu não devia ter feito aquela prova, devia ter conversado com o professor, dizer que não tinha freqüentado as aulas e pedido para fazer prova de segunda chamada.
Como estou meio carente, precisando depositar amor em algo, comprei uma plantinha. E uma violeta africana, linda. Dei o nome de Sophie.
O placar com o “B” está em 11x6 para ele. Ontem eu até iria falar com ele, mas não deu tempo, ele falou comigo primeiro. Acho que ele deve ter gostado da minha companhia então. Se bem que na frase do MSN eu coloquei algo que era do interesse dele e nem foi de propósito (mentira).

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O que fazer?

Não posso passar as férias em casa, não quero ficar mais que duas semanas. Dois motivos: dieta e “B”. Sei que agora posso conseguir emagrecer. E o “B” vai, pode ser que vá embora em março, quero ter tempo de conhecê-lo, quero dar uma chance para a vida. Pode vir a ser uma grande amizade ou não, pode ser até algo mais, mas para saber, preciso de tempo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Falando de sábado

Pela manhã - Enquanto o professor não aparece.

O sábado
Saí às 9h30min. Fui ao centro comprar umas coisinhas, em especial uma roupinha descente para ir à ópera com o “B”. Não foi fácil, as G ficavam apertadas no busto. Um saco comprar roupas. De 12 experimentadas levei três, um milagre! Só de uma eu gostei mesmo, a que usei à noite.
Mas, vamos ao que interessa. Eu deveria ter escrito quando cheguei a casa no sábado à noite. Agora, dois dias depois, as coisas já estão um tanto bagunçadas em minha mente, já nem sei dizer se gostei mesmo.
Eu estava bem calma. Nem parece que quando eu quase topei com ele há uma semana meu coração quase rasgou o peito. Parece que estou meio indiferente. E essa indiferença é uma forma de defesa que tenho, é instintiva. Nós pegamos o mesmo ônibus para ir. Bem, pelo horário que eu vi, e vi o horário errado, o ônibus que deveríamos pegar no centro sairia às 18h55min, na verdade sairia às 19h16min. Espero que ele não tenha se incomodado de esperar 20 minutos a mais e de ter saído de casa mais cedo.
Não tínhamos muito assunto, ele não é tão prolixo quanto eu gostaria que fosse. E eu também estava indiferente, é uma reação natural minha, não controlo, meu cérebro bloqueia. Não vejo a hora de falar com ele outra vez para desfazer uma possível má impressão.
Não sei se deveria exteriorizar isso ou se deveria guardar isso ou até esquecer, mas enfim, eu tive certa atraçãozinha por ele. Ele é muito gente boa e sei lá, foi um fato diferente, sair com ele. Bem, não sei. Ele não parece mais tão legal e acho que fui muito fria no sábado. Não sei mesmo o que pensar, preciso vê-lo de novo para saber.
Ontem fiquei muito irritada com minha mania de “repassar o texto”. No domingo enquanto lavava roupa e fazia uma faxina no meu quarto, fiquei repetindo mentalmente tudo que falei, me lamentando de ter dito algumas coisas e reformulando algumas falas como se eu pudesse refazer a cena, gravar outra vez. A vida é um teatro que não tem ensaio. Eu tentava não fazer isso, mas em dois ou três segundos estava eu novamente repassando o texto, meu cérebro é autônomo. Quero muito sair com ele outra vez, nem tanto pela companhia, mas para melhorar minha imagem. Ele meio que me convidou para sair com ele. Vou perguntar sobre o convite, demonstrar algum interesse para disfarçar minha indiferença.

(Agora o professor vai aplicar a prova,continuo depois)
Depois da prova...
(Sinceramente não acredito que das nove questões seis eram iguais as da última prova. Que falta de criatividade para elaborar prova)


Porque acho que ele deve pensar que eu não gostei da companhia dele. Na real nem sei se gostei mesmo. Acho que não tenho memória curta. Não lembro muito bem de sábado à noite, sou alienada mesmo. Só sei que cheguei 0h30min. Passei seis horas com ele. Aposto que todo o tempo com um sorrido amarelo.
Na sexta-feira eu liguei para o serviço de apoio psicológico da universidade, quando atenderam ao telefone me deu um branco, não falei nada. Na próxima eu treino antes. Estou fazendo uma auto análise, tipo um diagnóstico organizacional de mim. E acho que sou doida mesmo.
Ele está me parecendo sem graça agora. Mas estou morrendo de vontade de sair com ele outra vez. Neste exato momento (10h16min) ele começa a parecer interessante de novo. Ou é só curiosidade de saber onde vai parar, se eu vou ou não conseguir levar isso adiante, sabe um relacionamento, não sou muito boa nisso, nenhum dura muito (estou falando de amizade mesmo, já que outra coisa nunca tive). Bem, é fato: preciso experimentar a companhia dele outra vez.
E tem a história de ele ir ou não embora em março. Estávamos esperando o ônibus, antes de irmos para o teatro, e ele disse, tive a impressão de que iria dizer “bem, em março vou embora”. Mas, quando ele disse “em março” eu olhei para ele, porque imaginei que isso viria seguido de “vou embora”. Então ele disse “em março (olhei para ele) bem eu não sei”. Não sei com que cara eu olhei para ele, mas achei engraçado. Parece que ele mudou o que iria dizer, parece que não quis dizer que vai embora quando terminar o mestrado. É, eu sou meio paranóica mesmo.

À noite...
Meio dia eu fui almoçar com a Carla e depois resolvemos fazer um “tour” pela universidade. Acabamos encontrando o “B”. Ele estava com uns amigos. Passou do nosso lado e nem percebeu, a Carla chamou (não deveria) e ele olhou para trás e nem parou. Disse um oi sem graça e continuou andando. No fim fiquei me sentindo uma palhaça, foi rejeição. Fiquei pensando na possibilidade de ele ter odiado minha companhia no sábado e ser obrigado, por educação, a ficar comigo por seis horas e então me senti mais idiota ainda. Estava muito chateada quando cheguei a casa, entrei no MSN e ele estava on line. Eu não iria falar com ele, mas ele falou comigo. Conversamos rapidamente. Acho que na hora ele se atrapalhou um pouco porque estava explicando alguma coisa para o amigo e... Sei lá. Mas como foi ele quem começou o papo, não deve ter desgostado tanto assim da minha companhia. Tenho muita coisa para estudar, mas não estou afim, então vou dormir.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

TDAH?

Eu tenho uma P*** dificuldade para me concentrar. A menos que seja realmente muito interessante, eu “viajo” sempre. Às vezes, ao assistir a uma palestra, por exemplo, fico repetindo mentalmente tudo que escuto e nem isso ajuda, eu repito e ao mesmo tempo penso em outras coisas. Meus pensamentos são confusos, tenho dificuldades para organizá-los, por isso tenho dificuldade de apresentar trabalhos, de expressar idéias de maneira coerente. E talvez por isso seja mais fácil escrever, porque os pensamentos ficam “presos” ao papel e eu não os perco. Não consigo pesar em linha reta, penso tudo ao mesmo tempo, é difícil relacionar as coisas, sou lenta às vezes para relacionar as coisas. É chato porque às vezes eu tenho umas idéias legais, mas quando termino de falar já lembro onde comecei ou mesmo o que eu disse. Já disseram que eu deveria andar com um gravador.
Fiz um teste de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Acima de 70 pontos o diagnóstico era TDAH, eu fiz 90 pontos. Bem, teste idiota de internet.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Não sou psicopata, nem egoísta

(Longo, mas diz muito sobre minha relação com o mundo)
Esse "egoísmo", eu o considero como algo absolutamente natural. O que ela (Carla) chama de egoísmo eu chamo de espírito de autopreservação. Há uma confusão de conceitos, egoísmo é outra coisa, é passar por cima dos outros para o próprio benefício, um ato egoísta é um ato consciente e proposital. Não posso aceitar que alguém não entenda isso. Se algo que eu tenha que fazer for me prejudicar eu não faço. Se o fato de eu não fazer acarretar dano a alguém eu me obrigo a fazer. Porém, se apenas deixar de fazer bem, não causando dano, deve-se analisar o que seria mais significativo: o mal que me faria ou o bem feito a outra pessoa. E o fato de eu não sair com ela não fez mal a ela, e se eu saísse não faria grande bem. Isso é autopreservação: um mínimo de amor próprio. E eu não nasci para ser Cristo.

"Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cowboy
Cowboy fora da lei
Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui
Entrar pra historia é com vocês!"
Raul Seixas - Cowboy fora da lei

Eu não exijo que pessoa alguma se sacrifique por mim. Não peço mais do que as pessoas podem dar não sofrendo quaisquer consequências. Aliás, sequer gosto de pedir. Se alguém faz algo por mim, que não cobre depois, como fez Carla. "Não que eu esteja cobrando, mas lembra..." Lembro. Lembro também de não ter pedido, pelo contrário. "Você não precisa fazer." Fala (ela) como se pelos atos por ela praticados, eu tivesse a obrigação de dar retribuição. Mas eu não tenho, não assinei contrato. As pessoas não entendem que relacionamentos não são negócios segurados por contrato, só há "boa vontade".

Sábado eu não me senti bem e não quis "cumprir com minha palavra" e ir caminhar até o shopping. Eu não pude sair de casa (é uma força maior que eu), estava me sentindo... Mal, o mesmo de todas as vezes: aquele mal estar, medo do mundo, que vem repentinamente como cantou Renato Russo "vem de repente um anjo triste perto de mim". Não que eu quisesse atenção, citando ainda Renato Russo:

"É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa [...]
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim..."
Legião Urbana - A Via-Láctea

mas, ela foi incapaz de perguntar o que eu estava sentindo, e eu responderia "problemas complexos", ela apenas me julgou por "não cumprir a palavra", como se eu tivesse a intenção de fazê-lo, como se tivesse agido de má fé ou com descaso, por simples capricho. Eu não esperava preocupação, apenas que ela aceitasse o meu mal momento.

Apesar de prezar por minha liberdade, por vezes preciso de alguém para me sentir segura, apesar de que se não tiver, me viro bem. Sei que ela não precisa disso, minha companhia não era fundamental. Porém, ela não tem bom senso, aquele que tanto admiro. E eu não tenho paciência para explicar o que em minha opinião, e é o que eu espero, que as pessoas devem ter percepção da realidade, do que acontece a sua volta. Qualquer pessoa adulta deveria entender isso perfeitamente, saber olhar para o próximo é uma premissa para a vida em sociedade. Sei que às vezes essa falta de disposição para explicar meu ponto de vista pode dificultar o entendimento, a comunicação, mas o interesse tem que vir da pessoa. Mas, com a pouca experiência que tenho já pude perceber que as pessoas não gostam de ouvir, menos ainda quando há uma visão diferente, divergente ou quando a questão é descer do altar da sua ignorância e abrir a mente para novas ideias, para uma nova visão de mundo, mesmo que momentaneamente a fim de poder entender a visão do outro. As pessoas não gostam de problemas, de questionamentos, de discutir o porquê de pensar isso ou aquilo, não querem sair da zona de conforto, da área segura. Não gostam do trabalho de mudar a forma de pensar, isso dá trabalho. Sobre isso Bauman fala em seu livro "A arte da vida" que comecei a ler recentemente. Por falta de disposição de sair do lugar de conforto as pessoas toleram tão bem as religiões.

Acabo sempre sendo a Rainha do Gelo, a psicopata por simplesmente ser racional e compreensiva. Dizem que não me importo com coisa alguma. Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Minha vida pessoal, minha relação comigo mesma já é um caos, não vejo motivos para criar outros problemas. Prefiro encarar as pessoas e situações da maneira mais leve possível, preservando-me. Outras pessoas, como a Carla, exigem que as coisas não saiam da linha, do planejamento, não se preocupam com as pessoas, com o que realmente tem valor, mas se preocupam com regras e com formalidades, veem problemas em tudo.
"Ela não está bem para sair, ela estava disposta a ir comigo, mas não está bem. Tudo bem, isso não me prejudica."
"Ela não está bem, mas que se dane, ela deu a palavra. Se ela não ir não me prejudicará, mas isso não é importante, o que importa é que ela não cumpriu a palavra, ela não fez por mal ou por descaso, como falta de consideração, mas não importa."
Ou,
"Ela não está bem. Que me importa? O mundo gira ao redor de meu umbigo, o que importa é o compromisso que ela tinha comigo. Não interessa se isso faz bem ou mal a ela."
O problema é que é automático. As pessoas não pensam no por que agem de tal ou qual forma. As ações delas são baseadas em ideias como essas acima (neste caso específico), mesmo que, e provavelmente são, ideias inconscientes. Porque vendo escritas desta forma, parece-me bem claro qual é o pensamento mais correto. As pessoas sequer se questionam com base em que ideia agem. Eu sou racional, aceito os defeitos. Ao tentar entender uma pessoa, sigo a linha de pensamento dela, escuto com os ouvidos dela, vejo o mundo sob sua ótica e então as entendo, pode ser que não concorde, e é bem provável que não, mas pelo menos sei como ela pensa, quais as razões dela, quais seus valores e então tudo bem. E com tudo isso, dizem que EU não me importo. Se importar significa despender tempo para praticar o que acabei de citar, é despir-se de si mesmo por alguns instantes para vestir, ser, a outra pessoa e entendê-la. Então, isso é ser psicopata? Se for, sou uma, e das boas.

Cada vez acho mais improvável encontrar alguém que me compreenda e me aceite. Cada vez mais acho que não sou deste mundo. Será que neste planeta, com mais de 6.000.000.000 de pessoas, não há alguém que veja o mundo e sinta o mundo e as pessoas como eu?